domingo, março 19, 2006

Estímulos

A história do reflexo condicionado de Pavlov tem muito que se lhe diga, não apenas pela vertente da aprendizagem, mas principalmente na óptica da resposta a estímulos. Não querendo contradizer o que disse anteriormente, uma resolução por si só não tem muita validade. Ela tem que ser acompanhada por estímulos constantes. Sem nos apercebermos, somos controlados por eles ao longo da nossa vida! Ao traçar um objectivo estamos a criar um estímulo, mas que se esmorece ao longo do tempo se não for acompanhado por outro tipo de incentivos (tal como foi a criação deste blog e a sua actualização).

A questão é que nem sempre nos apercebemos desses incentivos e deixamo-los escapar. Ao parar um pouco para pensar podemos descobri-los: na palavra de um amigo, nas férias que se avizinham, na promoção que se aproxima, no fim-de-semana que está à porta, naquela refeição deliciosa que nos espera, na noite de farra que se combinou com os amigos ou no facto de se saber que alguém irá ler estes meus devaneios (nem que seja forçado a isso). Quando estes estímulos são subestimados ou nos passam ao lado, muitas vezes só um estímulo negativo nos leva a tomar certas atitudes e a "abrir os olhos": ao que os psicólogos chamam de reforço negativo. Se soubermos aproveitar da melhor maneira as partidas que por vezes a vida nos prega, conseguimos ser ainda melhores, ainda mais completos! Basta deixar que a força de vencer que há dentro de nós e que por vezes hiberna, aniquile todas as mágoas perturbadoras!

E esta é uma boa altura para "salivar ao som da campainha"! Chegou a Primavera! A minha estação preferida! Quando tudo brota! Quando a natureza renasce! Quando, como resposta a este estímulo brutal, eu escrevo mais um artigo em jeito de homenagem!
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